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Educação familiar no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Educação Familiar No Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO 1

Mesmo que a educação familiar ainda seja ilegal no Brasil, as motivações para arriscar por esse caminho são várias, desde a qualidade ruim das instituições de ensino no país até as de ordem econômica, religiosa, moral ou filosófica. E cada vez mais pais unem-se à Aned para conseguir o reconhecimento dos ensinamentos repassados aos filhos no lar.

“Optamos pelo homeschooling porque achamos que a qualidade do desenvolvimento físico, social e moral é melhor quando a criança está mais tempo em casa com a família”, defende Manoela. “A escola toma muito tempo do dia da criança e o homeschooling dá a possibilidade da criança aprender em espaços mais naturais compatíveis com o que vai ser a vida adulta, ela aprende na vida, não no simulado”, diz Manoela.

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Uma das grandes questões da Educação Domiciliar é em relação ao diploma de conclusão do Ensino Médio. Para os estudantes desse método, o caminho é fazer a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). “O MEC [Ministério da Educação] involuntariamente ajudou todas as famílias, por conta dos exames nacionais que ele faz. O Enem é o grande exemplo. Para se inscrever basta ter 18 anos, não é preciso ter frequentado a escola, e feita a pontuação mínima a pessoa consegue o certificado de conclusão do ensino médio. E com esse certificado, pode frequentar a universidade”, esclarece Moreira.

Ela explica que o método não é uma forma contrária à escola, mas um modelo que depende da realidade de cada família, de sua estrutura e dos seus objetivos. “Trabalhamos com bastante disciplina e temos uma rotina estruturada. Tem o horário de começar a estudar, as matérias de cada dia, a quantidade, as metas, o período destinado aos estudos. E, além disso, eles têm algumas atividades extracurriculares, também em horários fixos”, explica.

Para especialistas no tema, como Maria Celi Vasconcelos, doutora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que observou o ensino em diversas famílias e conduziu um estudo sobre a inserção de homeschooling na legislação educacional no Brasil e em Portugal, a educação domiciliar não prejudica a formação de crianças e adolescentes se for bem feita. “Eu não acho que o homeschooling possa atrapalhar o futuro dessas crianças. As crianças que eu entrevistei em nada se diferenciavam das que estavam na escola”.

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Já a pedagoga com habilitação infantil, Jeanine Grivot, que acompanha alguns pais em Curitiba, um dos benefícios do método é o de respeitar o direito que os pais têm de educarem os seus filhos como quiserem. “Não vejo problema nem restrição na educação domiciliar quando os pais têm disponibilidade e empenho para fazer esse trabalho”.

É o caso de Manoela. Desde que ela e o marido optaram pelo homeschooling, ela precisou adaptar a sua rotina profissional. “Como sempre fiz home office, foi apenas uma questão de adequar a minha carga horária para poder me dedicar às crianças”.

Disponível: http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/educacao-domiciliar-ganha-forca-no-brasil-e-busca-legalizacao-7wvulatmkslazdhwncstr7tco

TEXTO 2

Críticas à escolarização

A Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned) calcula haver no Brasil entre 5 mil a 6 mil famílias educando os filhos em casa.

“Essas famílias têm em comum uma crítica severa à escola e a escolarização”, explica à BBC Brasil Maria Celi Chaves Vasconcelos, professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e autora de tese de doutorado sobre o tema.

“Isso pode ter muitas motivações, por exemplo religiosas, de a escola ensinar diferente da fé que a família professa; econômicas, de pagar-se impostos sem ter educação (pública) de qualidade; de dificuldade da escola em integrar a criança com deficiência ou pela dificuldade de adaptação da criança ao processo escolar”, explica.

“Geralmente são pais preocupados com a educação dos filhos e que fazem disso um projeto de vida. Abrem mão de empregos melhores para ficar pelo menos um turno com os filhos em casa e assumir o controle global do processo de educação deles”, defende Ricardo Iêne Dias, presidente da Aned, que educou os dois filhos em casa depois de eles sofrerem bullying na escola onde estudavam, na região metropolitana de Belo Horizonte.

‘Ensinar a aprender’

Dias explica que o modelo não exige que o pai e a mãe dominem todo o conteúdo escolar, nem que sigam a estrutura de disciplinas e conteúdo tradicionais: “Eles passam a ser mediadores – não precisam saber tudo, mas sim saber ensinar seu filho a aprender e a se tornar um autodidata. As crianças também fazem cursos esportivos, de idiomas e Kumon, por exemplo”.

Muitos pais contam com a ajuda de telecursos e da internet, mas também aproveitam momentos do cotidiano familiar – assar um bolo ou visitar um parque, por exemplo – para ensinar conceitos.

Dias afirma que o mais importante é estimular as crianças a interpretar textos e desenvolver raciocínio lógico para que ganhem autonomia. E que a carga horária reduzida é compensada pela ausência das interrupções ocorridas nas escolas.

“Os professores costumam passar muito tempo tentando acalmar a turma e não conseguem dar atenção individualizada. Em casa, as distrações são menores e não precisamos interromper a aula de matemática (porque deu o horário). Se está indo bem, continuamos.”

A principal referência são os Estados Unidos, onde a prática é reconhecida e também cresce: há estimativas de que cerca de 1,7 milhão de crianças sejam educadas em casa por lá.

A regulação depende de cada Estado: alguns exigem que as famílias se registrem no distrito escolar e especifiquem o que vai ser ensinado; outros não. E também lá isso é alvo de debate, o qual cresceu em janeiro quando veio à luz a história do casal Turpin, acusado de ter mantido os 13 filhos em cativeiro sob condições degradantes, durante anos.

Os Turpin haviam feito um registro de educação domiciliar no Departamento de Educação no Estado da Califórnia, onde não há nenhuma supervisão estadual para o homeschooling. Essa falta de controle, para os críticos, teria dificultado a descoberta do caso.

“O ensino domiciliar não dá liberdade às crianças, mas sim aos pais”, disse à emissora CNN a porta-voz da Coalizão para a Educação Domiciliar Responsável, Rachel Coleman, cobrando regulamentação mais rígida.

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Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42897647

TEXTO 3

https://conteudo.imguol.com.br/2013/04/04/arte-de-materia-do-portal-ebc-sobre-educacao-domiciliar-1365110589406_564x396.jpg

TEXTO 4

 Disponível em: https://i1.wp.com/multimidia.gazetadopovo.com.br/media/info/2016/201605/e